Em oito meses teremos eleições para prefeito, menos que uma gestação. Londrina já conta com uma intenção de polarização. Nenhuma novidade!
Podemos esperar novamente o cenário do segundo turno das eleições de 2012. Uma polarização que pode ser confirmada nas ruas, pois temos claro na cabeça de qualquer londrinense a intenção do Dep. Federal Marcelo Belinati (PP) e do atual Prefeito Alexandre Kireff (PSD). O que também está claro na cabeça dos londrinenses é a falta de opção para outros nomes em ocuparem o maior cargo executivo do interior do Paraná.
Porém, este quadro com mínimas opções, só escraviza e diminui a sociedade Londrinense. Quando se discute a democracia do cidadão Pé Vermelho deve-se lembrar de que, mesmo sendo bons, Deputado e Prefeito em seus respectivos cargos, a múltipla Londrina ainda não apresenta um quadro democrático que represente a real sociedade que é.
Londrina precisa é de opções, atuais e futuras. Nomes que emanem e perdurem várias eleições. Não podemos ter uma campanha que termine em primeiro turno, temos que ter opções que provoquem a população a questionar projetos e planos políticos reais para nossa jovem octogenária cidade que tanto precisa de planejamento. Londrina precisa de novos quadros políticos honestos para desvincular a imagem de ninho de corrupção política que carrega hoje.
Em pleno 2016, após conflitos, caminhadas, cassações, manifestações e tantos outros movimentos locais, estaduais ou nacionais, precisamos de questionamentos, de debates acalorados e provocativos, esclarecimentos de como a cidade deve avançar, possibilidades de projeção.
Comerciários, Juventudes, Sindicatos, Movimentos Sociais, Periferias, Estudantes, Clubes de Serviço, Trabalhadores, classes diferenciadas e tantos outros... Todos precisam falar, todos precisam ser ouvidos e ter representantes além de espaço no cenário eleitoral, mesmo que não vençam. Os variados segmentos devem apoiar abertamente candidatos que contemplem não somente seus interesses, mas a aplicação de políticas públicas que de fato transformem e evoluam suas áreas.
PMDB, PDT, PMN, PR, PT e PV (que já sinalizaram) precisam e muito lançar candidatos próprios e participar desta disputa. Outros partidos menores também. Participar segundo seus estatutos, suas histórias, seus entendimentos e suas representatividades. Lançar nomes oriundos de classes e segmentos sociais que identifiquem, incomodem e cobrem o meio político já consolidado.
Quem então falará das ações sociais profundas? Quem estará desvinculado do poderio do capital, do empresariado, dos conchavos políticos, dos acertos grandes e terá uma proximidade pela vivência com a base da sociedade? Quadros políticos que perdurarão na disputa pleitos a fio. Quadros que destacarão na oposição, na fiscalização e na quebra de interesses.
Uma campanha política deve ser pautada na representatividade. A partir daí o candidato que está preocupado com um plano, uma classe, uma ideia, um projeto e assim o representa, nunca se preocupa em perder uma eleição. Tão pouco se preocupará em ganhar, porque a discussão já vale para representar o projeto, montar o plano e discuti-lo abertamente fazendo londrinenses pensarem. Após isso, ganhar torna-se apenas uma feliz realização.

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